Calliane Fraga
Espetinho de churrasco, sorvete, salada de frutas, cachorro-quente, frango assado, acarajé, peixe frito, sanduíche natural, salgadinhos, suco, mate gelado.
No quiosque, na barraca, no isopor, pelas ruas e praias do País, sempre há uma delicia que chama a atenção dos olhos e enche a boca d’água. O sabor ninguém questiona, mas a preocupação dos nutricionistas baianos é garantir a segurança e a qualidade desses produtos. Para isso, apostam em cooperações com os estados para que se espalhem pelos municípios experiências de controle da qualidade dos alimentos - dos industrializados e daqueles produzidos e comercializados ao ar livre.
A falta de cuidados com a alimentação é um dos perigos quando ocorrem mudanças bruscas de habito. Na praia, a oferta de tira-gostos e de petiscos é grande. Mas o consumidor deve estar atento à infra-estrutura e a higiene dos estabelecimentos. Alimentos vendidos por ambulantes e barraqueiros também podem oferecer perigo a saúde.
É comum encontrar nas praias de Salvador crustáceas como ostras, camarões, e caranguejos, alem de amendoim e castanhas. A nutricionista Jomari Queiroz explica que, na maioria das vezes, crustáceos como ostras são comercializados em latas e sob um sol escaldante, o que pode comprometer a qualidade e conservação destes alimentos. “Por isso, é necessário conscientizar a população para não consumir esses alimentos e não coibir a venda dos mesmos” observou a nutricionista. Outro alerta diz respeito ao consumo das ostras que deve ser feito enquanto o crustáceo estiver vivo caso contrario o risco de infecção é grande.
“Prevenir ainda é o melhor remédio e sai mais barato”, garante o consumidor Pedro Teixeira afirmando que nunca compra esses produtos em barracas de praias ou com ambulantes.
“Nem todos os que trabalham em bares, restaurantes, quiosques ou como ambulantes têm a preocupação básica com a higiene e não lavam as mãos depois de ir ao banheiro” ressalta o vendedor ambulante Carlos dos Santos, sabendo do perigo que coloca os seus clientes ao vender seus petiscos.
A nutricionista alerta que verificar as condições de higiene do local onde irá fazer as refeições e boas condições de armazenamento são essenciais para garantir a qualidade do que vai ser consumido. No verão, o número de intoxicações alimentar tende a aumentar. Outro vilão é a contaminação por coliformes fecais.