Imprensa Alternativa

O cantor e compositor Raul Seixas fez questão de exaltar o estilo de vida alternativo, mas o que isso significa? Tal atitude proporciona a liberdade de escolha para o indivíduo nomear pelo que mais lhe convém, uma inovação que chegou à nossa imprensa, permitindo criação de veículos menos compromissados com as oportunidades políticas ou econômicas de então, fazendo desses informativos ambientes de livre debate e críticos. Chama-se jornalismo alternativo a prática jornalística feita por veículos e instituições fora do alvo da chamada grande mídia.  Este existe para apurar fatos e ações ignoradas pela mídia. Esta esfera do jornalismo está geralmente associada ao terceiro setor.
 “No Brasil, a expressão” imprensa alternativa “tem recebido conotação específica, entendendo-se por ela não o jornalismo popular, de circulação restrita, mas os periódicos que se tornaram uma opção de leitura crítica, em relação à grande imprensa, editorialmente enquadrada nas regras de censura imposta pelo regime militar, mas confortavelmente assentado na condição monopólio informático” (PERUZZO, 1998:120)

A comunicação popular surge no Brasil com os movimentos sociais, principalmente os movimentos sindicais e operários. A imprensa sindical diária começa a se constituir para lutar contra a repressão. A imprensa chegou ao campo e se espalhou em todos os espectros. Vários jornais e folhetins multiplicam os ideais dos revolucionários. Tentando movimentar a população contra o regime, além de trabalhar a aparência da educação, para que as pessoas soubessem e entendessem o que estava acontecendo no país naquele determinado período. Muitos outros movimentos vestiram a comunicação como método de difusão da informação.
A visão do jornalismo alternativo e comunitário está inserida no contexto da imprensa alternativa, pois surge com uma proposta de relacionamento proferido com os movimentos populares e com uma caracterização estética e operacional dos demais jornais comerciais. É importante lembrar que a era alternativa ocorreu durante os anos da ditadura militar, período em que a imprensa assumiu posições políticas e ideológicas, o que reforça a proposta desde trabalho.

A mesma, no começo, era uma comunicação vinculada à prática de movimentos coletivos, retratando momentos de um processo democrático, representando uma opção á comunidade de massa, uma busca por tudo que é inovador e diferente dentro da sociedade de consumo.
Por se rebater as pautas da mídia hegemônica e corporativa, o jornalismo alternativo é muitas vezes coligado a sistema de idéias e corrente política de esquerda. Esta, no entanto, não é um circulo essencial ou natural, já que pode defender qualquer ideologia ou assumir posições neutras e ambíguas.
O financiamento dos veículos da imprensa alternativa tem sido continuamente um dos maiores enigmas vividos pelos que tem coragem de colocar nas ruas meios para divulgar informações confiáveis, que ouvem fontes diversificadas e dão destaque as iniciativas dos fatores sociais do país.

Publicado em:  on Dezembro 3, 2007 at 6:26 pm Deixe um comentário

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