O artigo a influência da “Revista Nova” no padrão de peleza das mulheres falam que a mulhre nos dias atuais, está submetidas a um forte apelo pela valorização da estética, ao abrimos as revistas, ligamos a TV, olhamos outdoors pelas ruas e lá estão expostos corpos esquálidos como ideal de perfeição feminina, sem falar do culto à malhação – imagens que pouco refletem os padrões reais da grande maioria da população. A cada dia proliferam academias, clínicas de estética, novos tratamentos antienvelhecimento, antiestrias, “anti-isso”, “anti-aquilo”. A ditadura da beleza existe porque a sociedade está muito erotizada. Parece que todo mundo tem que ser sexy o tempo todo. Em dez anos triplicou o número de adolescentes que se submeteu a algum tipo de cirurgias. Segundo a (FGV) Fundação Getúlio Vargas, 2% da população em especial as mulheres já fizeram algum tipo de cirurgia. Isso faz com que a mulher passe a viver só pela a construção de um lindo corpo perdendo sua identidade para corresponder a um padrão irreal de beleza.
É tanta informação e novas propostas que, se não tivermos senso crítico, somos levadas a querer experimentar tudo ou, o que é pior, sentimos nossa auto-estima despencar. Sem dúvida, a vaidade, a estética e o culto à saúde, são muito importantes. Isso só se torna um problema quando há uma supervalorização desses aspectos. Na década de 40 e 50, o estereótipo de beleza era outro, as “gordinhas” eram as saudáveis e as mais lindas. Hoje, é completamente o oposto, quanto mais magra melhor. O padrão de beleza atual está relacionado às celebridades mais comentadas do momento como Daniela Cicarelli ou Gisele Bündchen, por exemplo, e isso é muito comum. As pessoas sempre seguem o padrão estabelecido pela mídia desde que a comunicação de massa passou a ditar efetivamente as “regras” a serem seguidas.
As pessoas não emagrecem somente para se sentirem bem, ou por algum tipo de complicação na saúde, emagrecem para não serem discriminadas na sociedade. A Espanha foi o primeiro país a proibir que modelos com o Índice de Massa Corporal (IMC) menor que 18, ou seja, com perfil de anoréxicas, desfilassem em sua tradicional semana de moda. Porém, já em Milão, na Itália, pouco tempo depois o assunto foi deixado de lado. Com temas cada vez mais polêmicos, as novelas têm chamado a atenção de todo mundo para problemas muito sérios. Em “Páginas da Vida”, da Rede Globo, a personagem Giselle, interpretada pela atriz Pérola Faria, vive um grave caso de bulimia. Na trama, a jovem cresceu muito pressionada pela paranóia da mãe, que temia ver a filha gorda ao invés de ser uma bailarina de sucesso. Por isso a menina come compulsivamente, até começar a se sentir culpada. Depois, força o vômito para eliminar tanto as calorias quanto o peso na consciência. E como quase todo bulímico, mantém a situação em segredo, bem escondida “embaixo da cama”. Não é raro que esse excesso de preocupação com a beleza e a estética esteja a serviço de evitar confrontos com a realidade, ou com sentimentos de frustração, medo, angústias e inseguranças. E essa parece ser uma questão do mundo atual. Basta olharmos para a incidência cada vez maior e mais precoce do número de casos de transtornos alimentares e depressões. É inequívoco que essas patologias têm como causa dificuldades internas muito profundas, mas também são reforçadas por valores culturais, que chamei aqui de ditadura da beleza. .
A Ditadura da Beleza
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